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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Review: As Filhas do Graal


As Filhas do Graal

My rating: 4 of 5 stars



Esta autora conquistou-me com «O Nó do Amor», mas se ainda tivesse dúvidas acerca da sua qualidade, com esta obra elas ter-se-iam desvanecido por completo.
Confesso que demorei algum tempo a terminá-lo, mas julgo que tal se deveu mais a factores como cansaço e falta de tempo do que ao desinteresse pela obra. Porque é um livro que exige tempo e concentração.
Inicialmente achei que os elementos simbólicos que vamos encontrando eram demasiado óbvios e que tornavam a obra mais pesada. Continuo a manter essa opinião, mas dou a mão à palmatória, percebendo que há situações em que servem na perfeição ao dramatismo do enredo.
Aliás, o "peso" da escrita é absolutamente esmagador nas partes em que o frei Bernard aparece, com todo o seu fanatismo religioso, assim como em toda a afectação psicológica de Claire. O leitor é arrastado para dentro das suas cabeças e consegue sentir a loucura, o terror de cada um deles e isso para mim, enquanto leitora, é genial quando ainda me acontece.

A história começa quando a protagonista, Bridget, ainda é uma jovem e vamos acompanhando a sua história de vida ao longo de mais de duas décadas. Mas desengane-se o leitor se pensa que o enredo se sentra exclusivamente nela. A trama gira à volta de diversos personagens - uns baseados em figuras históricas, outros pura ficção - e da perseguição feroz feita pela Igreja Católica aos Cátaros. Ao longo das páginas vamos percebendo que há uma teia de acontecimentos que se vai entrelaçando até chegar ao ponto principal do enredo. Curiosamente, após ter andado cerca de metade do livro a tentar perceber onde é que a autora me estava a levar, só quando lá cheguei é que percebi. E isso é muito bom, quando lemos uma coisa e ainda não sabemos tudo o que se vai passar.

Só não lhe dou 5 estrelas porque, apesar de tudo, gostava de ter visto uma Bridget um pouco diferente, menos "discreta" e talvez mais interveniente. Mas aconselho a quem gosta de bons romances históricos.



terça-feira, 9 de julho de 2013

A Partícula de Vénus, de Douglas Preston

 
Chancela: Saida de Emergência
Data 1ª Edição: 16/04/2011
ISBN: 9789896373320
Nº de Páginas: 400
Dimensões: [160x230]mm
Encadernação: Capa mole
Preço Capa: 19,45 €
Preço Final: 17,51 €
Poupa: 1,94 € (-10%)
Portes Grátis para Portugal
Disponibilidade Imediata

 

 


Sinopse

Um meteorito desaparecido há décadas...Um cientista com ambição suficiente para matar...Um monge que quer salvar o mundo...Uma agência governamental com uma missão sinistra...A maior descoberta científica de sempre...Ao cavalgar pelos desertos do Novo México, Tom Broadbent encontra um homem moribundo. Chama-se Stem Weather e acaba de ser alvejado. Antes de morrer, o homem entrega a Tom um caderno de notas coberto de números misteriosos e pede-lhe que o entregue à sua filha. Ao prometer fazer a vontade do falecido, Tom nem sonha que acaba de se transformar no novo alvo do assassino de Stem, um antigo presidiário contratado por alguém que quer encontrar os fósseis de um Tyrannosaurus Rex. Fósseis que conterão uma pista sobre a extinção de dinossauros. Inicia-se assim uma batalha entre cientistas e uma sinistra agência governamental desesperada para ocultar o segredo explosivo. Se falharem, não evitarão outra extinção... desta vez a da própria raça humana.

 Opinião:

Tom Broadbent é o veterinário local e gosta de cavalgar pela solidão do deserto. Numa dessas saídas, encontra um caçador de fósseis moribundo, que lhe entrega um caderno de apontamentos para que o entregue à sua filha.
A partir do momento em que Tom aceita a missão de encontrar a filha do moribundo, é alvo da perseguição do assassino.
Ao mesmo tempo, é feita uma descoberta aterradora numa das amostras que o moribundo carregava consigo.
A trama é interessante, o pressuposto até pode ser válido e é um livro que se pode ler rapidamente.
Comigo não aconteceu assim. Apesar de ter gostado da história no geral, sinto que a "fórmula" começa a ficar gasta (capítulos curtos, cada um dedicado a um dos personagens intervenientes na história, quase como um registo cinematográfico).
O que também não me convenceu foi o facto de nunca ter ficado explicado o porquê de tão longas cavalgadas pelo deserto de Tom e como é que a sua esposa era tão capaz a lutar e a disparar armas contra o assassino.
Não que precise de ter tudo explicado, mas simplesmente há coisas que engulo, há outras que não e este a mim não me convenceu.
Ainda assim, para que é apreciador do género, não é mau de todo.