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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Review: As Filhas do Graal


As Filhas do Graal

My rating: 4 of 5 stars



Esta autora conquistou-me com «O Nó do Amor», mas se ainda tivesse dúvidas acerca da sua qualidade, com esta obra elas ter-se-iam desvanecido por completo.
Confesso que demorei algum tempo a terminá-lo, mas julgo que tal se deveu mais a factores como cansaço e falta de tempo do que ao desinteresse pela obra. Porque é um livro que exige tempo e concentração.
Inicialmente achei que os elementos simbólicos que vamos encontrando eram demasiado óbvios e que tornavam a obra mais pesada. Continuo a manter essa opinião, mas dou a mão à palmatória, percebendo que há situações em que servem na perfeição ao dramatismo do enredo.
Aliás, o "peso" da escrita é absolutamente esmagador nas partes em que o frei Bernard aparece, com todo o seu fanatismo religioso, assim como em toda a afectação psicológica de Claire. O leitor é arrastado para dentro das suas cabeças e consegue sentir a loucura, o terror de cada um deles e isso para mim, enquanto leitora, é genial quando ainda me acontece.

A história começa quando a protagonista, Bridget, ainda é uma jovem e vamos acompanhando a sua história de vida ao longo de mais de duas décadas. Mas desengane-se o leitor se pensa que o enredo se sentra exclusivamente nela. A trama gira à volta de diversos personagens - uns baseados em figuras históricas, outros pura ficção - e da perseguição feroz feita pela Igreja Católica aos Cátaros. Ao longo das páginas vamos percebendo que há uma teia de acontecimentos que se vai entrelaçando até chegar ao ponto principal do enredo. Curiosamente, após ter andado cerca de metade do livro a tentar perceber onde é que a autora me estava a levar, só quando lá cheguei é que percebi. E isso é muito bom, quando lemos uma coisa e ainda não sabemos tudo o que se vai passar.

Só não lhe dou 5 estrelas porque, apesar de tudo, gostava de ter visto uma Bridget um pouco diferente, menos "discreta" e talvez mais interveniente. Mas aconselho a quem gosta de bons romances históricos.



terça-feira, 12 de junho de 2012

The Last Kingdom, de Bernard Cornwell

Sinopse:
«Este é o primeiro volume de uma saga situada na Inglaterra medieval numa época anterior à unificação dos quatro reinos anglo-saxões de Northumbria, East Anglia, Mércia e Wessex. Debilitada pela guerra civil, a Northumbria é invadida pelos intrépidos Dinamarqueses, e Uthred, o herdeiro por direito do condado de Bebbanburg, é capturado pelo inimigo. Educado como um guerreiro viking por Ragnar, o Terrível, a quem ama como um pai, Uthred revela-se, no entanto, incapaz de sufocar o desejo de reivindicar o que lhe é devido por nascimento. Combatendo como um Dinamarquês, mas ciente de que o seu destino o empurra irrevogavelmente para outros caminhos, não deixa escapar a oportunidade de servir Alfredo, rei de Wessex, após o assassínio de Ragnar, vítima de uma terrível conspiração levada a cabo pelo seu conterrâneo Kjartan. Sempre vigilante e jamais abdicando do sentido prático que o caracteriza, Uthred aguarda a oportunidade certa para o ajuste de contas com Kjartan e para conquistar Bebbanburg ao seu pérfido tio. Deixando o seu herói no limiar da concretização dos seus desejos, Cornwell prepara magistralmente o seu público para o segundo volume desta irresistível aventura épica em O Cavaleiro da Morte.»

Opinião:
Este livro é o primeiro de uma saga, que já conta com 6 volumes, o últimos dos quais editado em 2011, embora me pareça que ainda não esteja disponível em Portugal.
Aqui o narrador é o personagem principal e conta-nos a história da sua vida, desde os tempos da sua infância. Este primeiro livro retrata a forma como foi capturado pelo inimigo e a sua infância no meio dos Dinamarqueses, até que regressa para junto dos seus conterrâneos e começa a defender o último reino que se mantém por conquistar, ao lado do rei Alfred.
Confesso que no início custei a engrenar na leitura do livro. Talvez por ter passado os ultimos tempos a ler outro tipo de romances, com menos ficção histórica e mais fantasia. Talvez pela preguiça de ler em inglês.
Mas conforme fui mergulhando na narrativa, fui-me deliciando com a vida de Uthred, um menino que se fez homem ao lado do inimigo e percebeu que tinha mais em comum com eles do que com o su próprio povo. Que soube jogar de acordo com os acontecimentos que o destino lhe colocou à frente e os aproveitou.
É uma história que no faz entrar dentro do campo de batalha, dentro da História de Inglaterra e criar laços com o personagem principal.
Altamente recomendável. Irei sem dúvida ler o resto da colecção.