O Último Cais by Helena Marques
My rating: 5 of 5 stars
Este romance relata a saga do família Vella ou Villa, no Funchal, no século XIX. Mostra o isolamento e confinamento dos habitantes de uma ilha. A notícia só chega com o próximo navio para aqueles que não podem deixar a ilha.
O último cais começa com o diário de bordo, de 4 de setembro de 1879. O enredo trata do casamento feliz de Marcos Vaz de Lacerda, comandante de navio, e de Raquel. O principal em sua vida é o amor por Raquel. Não tem medo de mostrar seus sentimentos. Raquel e eu temos a felicidade escrita em cada milímetro de pele, em cada fibra de voz, e ninguém se apercebe, ninguém vê.
O amor é correspondido por Raquel. Mas ela quer saber quem são seus antepassados. Quem eram os Villas, como viviam, como eram essas mulheres de que ela teria herdado, ao que se conjecturava, o cabelo cor de vinho velho, as pernas altas e a rebeldia? Sabe que seu avô André Vella veio de Malta para o Funchal. O sobrenome Vella mudou para Villa em terras portuguesas.
É feliz na ilha, apesar do isolamento. A única vez que viaja vai para a Guiana Britânica, a bordo do navio de seu marido. Engravida, dá à luz Clara e morre.
Marcos casa-se novamente após algum tempo. Casa-se com Luciana, com quem também é feliz. Marcos mostra que se pode ser feliz com mais de uma mulher. Cada amor é diferente. “Marcos amou-a mas dentro das limitações estritas que lhe consentia a fidelidade a Raquel.”
O romance termina em 1904.
Uma história deliciosa de uma família contada pelas vozes das suas mulheres.
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